A máquina do Big Bang



O homem decidiu brincar de Deus e criou uma máquina gigantesca que custou nove bilhões de dólares para descobrir como foi o Big Bang, o início do universo como conhecemos. Essa máquina, chamada de Grande Colisor de Hádrons, foi ligada hoje para os primeiros testes, para descobrir os problemas e fazer os ajustes necessários antes do teste real, daqui a alguns meses.

Se tudo der certo essa máquina, que tem um diâmetro de 27 km e está em uma região da Suíça simulará um minúsculo buraco negro. Mas, se der errado, esse buraco negro pode crescer e, em uma velocidade ainda não definida, devorar todo o nosso universo. A ‘Máquina do Big Bang’ se transformaria na ‘Máquina do Fim-do-Mundo’.

LHC

Existe hoje um processo em um tribunal do Havaí correndo para impedir o funcionamento do equipamento, pedido por cientistas que acreditam que o equipamento pode provocar uma catástrofe de dimensões cósmicas. Além do perigo da criação de um buraco negro, o LHC pode ainda produzir matéria mais estável que a matéria comum, gerar monopólos magnéticos, iniciar uma transição para um diferente estado de vácuo quântico e produção de uma fenda interdimensional.

Se eu fosse religioso começaria a rezar.

LHC

Lógico que eu estou sacaneando. Apesar de um buraco negro ser o maior elemento destruidor do universo, e ser incontrolável, o buraco negro que será criado (se é que conseguirão criar um) é ínfimo, do tamanho de um próton, e não duraria praticamente nada. Existe um relatório de segurança garantindo que não há o menor perigo.

O que ninguém comenta é que o objetivo principal é encontrar e liberar o tal do bóson de Higgs. Ouça o físico Andre Rabelo dos Anjos, um dos cientistas brasileiros que trabalham no projeto comentando sobre o início das operações e explicando sobre a probabilidade de qualquer catástrofe.

Mas que é divertido pensar nisso é. O ser humano adora uma desgraça e uma boa ficção científica.

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